sábado, 28 de janeiro de 2012

O BRASILEIRO É CADA VEZ MAIS EXPLORADO. A arrecadação de tributos federais cresceu 10,10% no ano passado, já descontada a inflação do período. Dados divulgados nesta sexta-feira (27) pela Receita Federal mostram que o total recolhido em 2011 chega a R$ 993,66 bilhões.

Governo federal arrecada R$ 993 bilhões em impostos em 2011


A arrecadação de tributos federais cresceu 10,10% no ano passado, já descontada a inflação do período. Dados divulgados nesta sexta-feira (27) pela Receita Federal mostram que o total recolhido em 2011 chega a R$ 993,66 bilhões.
Os impostos ligados ao lucro das empresas cresceram significativamente, como a CSLL (Constribuição Social sobre o Lucro Líquido), cujo recolhimento saltou 18,83% em 2011, chegando a R$ 59,7 bilhões.
Já o montante relativo ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica subiu 9,73%, somando R$ 106,9 bilhões. O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que incide sobre a produção, aumentou 10,14%, alcançando R$ 48 bilhões.
Também foi registrada alta no recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Física, que cresceu 19,47% e totalizou R$ 22,5 bilhões em 2011.
No mês de dezembro, foram pagos R$ 96,63 bilhões, montante 2,69% menor do que o arrecadado no mesmo mês em 2010. Em relação a novembro de 2011, porém, foi registrado um crescimento de 21,76%.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Recursos para vítimas do tsunami usados para matar baleias?!

Caros amigos, 


Nesse exato momento, a frota baleeira japonesa está indo rumo ao sul para caçar milhares de majestosas baleias, escoltada por uma força de segurança privada de $30 milhões pagos com fundos para alívio do desastre do tsunami! O primeiro-ministro japonês já está sob enorme pressão por ter fracassado ao não ajudar as vítimas do tsunami -- um protesto global pode envergonhá-lo, e fazer com que ele use os fundos de ajuda para salvar pessoas, e não matar baleias -- assine a petição e encaminhe para todos:

Assine a Petição!
Nesse exato momento, a frota baleeira japonesa está indo rumo ao sul para caçar milhares de majestosas baleias, escoltada por uma força de segurança privada de $30 milhões pagos com fundos para alívio do desastre do tsunami! 

Defensores do movimento contra a caça de baleias conseguiram com sucesso bloquear essa atividade no Japão -- e é exatamente por isso que o governo japonês decidiu roubar recursos de ajuda humanitária para impedir os ativistas de atrapalharem os navios enquanto realizam esse brutal massacre.   

Se conseguirmos impedir a escolta da caça às baleias e levar os recursos de ajuda humanitária de volta para os cidadãos japoneses desesperados, que adoecem nos locais atingidos pela radiação, poderemos ajudar a acabar a caça às baleias de uma vez por todas. O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, já está sob bastante pressão após fracassos escandalosos no que diz respeito à compensação de vítimas do desastre nuclear.Um protesto global massivo pode engatilhar uma revolta dentro e fora do Japão e forçar Noda a usar os preciosos fundos de ajuda para salvar pessoas, e não para matar baleias -- assine a petição e encaminhe para todos: 

http://www.avaaz.org/po/japan_disaster_funds_whaling_b/?vl

A caça de baleias é astronomicamente cara, e só é possível graças aos absurdos subsídios do governo que chegam a $35,000 por baleia! Se estes subsídios forem cortados, a indústria pesqueira de baleias pode entrar em colapso. Agora o primeiro-ministro vai desperdiçar $30 milhões para fornecer segurança privada para os caçadores de baleia, e garantir que eles não sejam incomodados pelos ativistas ambientais no oceano. Com esse recurso adicional, o Japão planeja matar 1.000 baleias Minke para a venda de carne este ano.  

Oficiais dizem que os subsídios vão dar apoio às comunidades costeiras atingidas pelo tsunami -- e ao mesmo tempo, o Japão precisa estocar carne de baleia pois poucas pessoas desejam consumí-la. Enquanto isso, o governo negligencia as vítimas abandonadas em locais contaminados com radiação, e os poucos intitulados a receberem uma compensação ganharam apenas $1,000. 

Vamos pressionar o primeiro-ministro Noda a parar de ceder ao lobby baleeiro e começar a usar o dinheiro de ajuda humanitária nas pessoas que mais precisam: as vítimas -- assine a petição urgente agora e encaminhe para todos: 

http://www.avaaz.org/po/japan_disaster_funds_whaling_b/?vl 

No ano passado, nossa comunidade se uniu em grandes números e vencemos a guerra para manter a proibição de caça às baleias. E, no mês passado, 130.000 membros japoneses da Avaaz se uniram, pressionando o governo a usar os fundos de ajuda para proteger as crianças expostas à radiação financiando a evacuação de áreas de risco. Em todos esses momentos, nos damos conta de como poderosos grupos de lobby, como o da caça às baleias, colocam o lucro na frente das pessoas e do planeta. E em todos esses momentos nós os impedimos. Façamos isso mais uma vez

Com esperança e determinação, 

Stephanie, Jamie, Emma, Ricken, Morgan, Laura, Wissam, Wen-Hua e o resto da equipe da Avaaz 

Mais informações: 

Japão promove caça de baleias com verba do pós-tsunami, diz ONG (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1017830-japao-promove-caca-de-baleias-com-verba-do-pos-tsunami-diz-ong.shtml 

Sea Shepherd articula ações para conter baleeiros japoneses (Terra)
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5511941-EI8143,00-Sea+Shepherd+articula+acoes+para+conter+baleeiros+japoneses.html 

Frota baleeira japonesa zarpa em direção à Antártica (AFP)
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h0tQv-Ph3KPT7q01SmYm-I32AGmA?docId=CNG.9e7d3b25a6955b5b12f24ac57804771f.2c1 

Japão 'blinda' barcos de pesca na Antártida contra ação de ecologistas (G1)
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/12/japao-blinda-barcos-de-pesca-na-antartida-contra-acao-de-ecologistas.html 

EUA, Austrália, Nova Zelândia e Holanda "dececionados" com retoma da caça à baleia (RTP)
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?t=EUA-Australia-Nova-Zelandia-e-Holanda-dececionados-com-retoma-da-caca-a-baleia.rtp&article=509233&layout=10&visual=3&tm=7

"Carta do Greenpeace Japão e outras 15 ONGs ao governo japonês" (em inglês)
http://www.greenpeace.org/japan/Global/japan/pdf/2011_Japanese_NGO_statement_for_departure_English.pdf 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Hackers derrubam sites do DF em resposta ao fechamento do Megaupload



Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Tecnologia e Ciência/Notícias

Icone de Tecnologia e CiênciaTECNOLOGIA E CIÊNCIA

publicado em 21/01/2012 às 08h38:


Pouco mais de cem páginas ficaram inacessíveis por cerca de uma hora na madrugada
Do R7
Twitter Annonymous - 700 x 350Reprodução/Twitter
Pelo Twitter, membros do Annonymous comemoraram o ataque ao domínio df.gov.br na madrugada deste sábado

Os hackers do grupo Annonymous derrubaram os sites com o domínio df.gov.br na madrugada deste sábado (21). Pouco mais de cem páginas do domínio foram bloqueadas pelos hackers, que divulgaram a lista no Twitter.

O ataque, que ocorreu por volta das 3h e deixou as páginas do governo do DF inacessíveis por cerca de uma hora, é uma resposta ao fechamento do site de compartilhamento de arquivos Megupload. Os sites já voltaram a funcionar normalmente.

Na última quinta-feira (19), promotores federais do Estado da Virgínia, nos Estados Unidos, fecharam o Megaupload.com - uma das maiores sites do mundo de armazenamento de arquivos. O fundador do site foi acusado de violar as leis da pirataria. 

A empresa é acusada de custear detentores de direitos autorais por mais de US$ 500 milhões (R$ 881 milhões) em receitas perdidas de filmes pirateados e outros conteúdos. 

Desde então, o grupo de hackers Annonymous começou a atacar sites das autoridades oficiais de alguns países. 

Os primeiros alvos foram as páginas eletrônicas do FBI e do ministério da Justiça dos Estados Unidos, que ficaram inacessíveis durante boa parte da sexta-feira (20). 

Em seguida, os internautas invadiram e bloquearam o site da gravadora Universal Music, também na sexta-feira. 

O Anonymous afirmou, por meio de um blog, que o ataque também tinha como alvo o site da Casa Branca e da Hadopi, autoridade francesa encarregada da luta contra o download ilegal.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

MATEMÁTICA DE MENDIGO


Preste atenção...  
Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá  faturado: 25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00.
Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 6 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às  vezes até 1,00.
Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto.
Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET ). Então lhe  perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu?
É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que  não mendiga 8 horas por dia.
Moral da História :
É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...
Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.
Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.
E lembre-se :
    Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrão.
Viva a Matemática.
Que país é esse?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ONU convoca sociedade a agir contra a Corrupção


9 de dezembro de 2011 · 

Share


ONU contra a CorrupçãoFaça sua parte contra a Corrupção“. Esse é o mote da nova campanha global das Nações Unidas contra a corrupção, lançada nas mídias sociais hoje, 09 de dezembro, Dia Internacional contra a Corrupção, pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
A ideia é que cada e todo cidadão se sinta responsável por combater a corrupção, seja nos mais pequenos episódios do seu dia-a-dia, seja nos atos de acompanhamento, investigação e de denúncia da corrupção.
A campanha busca estimular todos os setores da sociedade a agir contra a corrupção. Afinal, uma postura ética deve estar presente em todos os âmbitos de uma sociedade – no âmbito político, jurídico, legislativo, público, privado, empresarial, mas, principalmente, no nosso dia-a-dia.
De acordo com a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, a prevenção e o combate à corrupção requer uma abordagem multi-setorial, que envolve diversos atores, particularmente aqueles fora do setor público, como a sociedade civil, organizações não governamentais e a comunidade.
Na mensagem pelo Dia Internacional contra a Corrupção deste ano, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fez menção à chamada “Primavera Árabe” e pediu a união de todos no combate à corrupção. “Embora os pobres possam ser marginalizados pela corrupção, eles não serão silenciados. Nos acontecimentos em todo o mundo árabe e durante este ano, os cidadãos comuns uniram suas vozes para denunciar a corrupção e para exigir que seus governos combatam este crime contra a democracia. Os seus protestos provocaram mudanças no cenário internacional que meses antes dificilmente poderíamos imaginar… Todos temos a responsabilidade de tomar medidas contra o câncer da corrupção”, disse Ban Ki-moon.
Desde 2009, o PNUD e o UNODC trabalham juntos na promoção de campanhas de conscientização sobre o Dia Internacional contra a Corrupção, com o objetivo de envolver e mobilizar toda a sociedade para agir contra a corrupção.
Todo o material da campanha está disponível para download em baixa e alta resolução. Acesse, compartilhe, divulgue. Faça sua parte Contra a Corrupção!

A Corrupção

Dados do Banco Mundial apontam que a corrupção movimenta USD$1 trilhão por ano no mundo inteiro. Só no Brasil, os recursos envolvidos em atos de corrupção no setor público federal são estimados em R$ 41 bilhões.
A corrupção prejudica os esforços para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), mina a democracia e o Estado de Direito, induz a violações de direitos humanos, distorce mercados, deteriora a qualidade de vida e favorece o surgimento de organizações criminosas, terroristas e de outras ameaças à segurança. Contribui para a instabilidade e a pobreza e é um fator preponderante que conduz países frágeis ao colapso do Estado.
Presente em países ricos e pobres, a corrupção atinge principalmente as pessoas mais vulneráveis. Isso porque o dinheiro desviado pela corrupção deixa de ser investido em melhorias em áreas essências como saúde, educação, infraestrutura, entre outros desafios para a construção de uma sociedade igualitária, transparente e democrática.
Estados com elevados índices de corrupção são mais vulneráveis à instabilidade econômica, pois a corrupção também afasta investimentos externos.
O conceito de corrupção é amplo, incluindo as práticas de suborno e de propina, a fraude, a apropriação indébita ou qualquer outro desvio de recursos por parte de um funcionário público. Além disso, pode envolver casos de nepotismo, extorsão, tráfico de influência, utilização de informação privilegiada para fins pessoais e a compra e venda de sentenças judiciais, entre diversas outras práticas.

A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção

Como forma de enfrentar o problema da corrupção, desde 2005 as Nações Unidas trabalham junto aos Estados-Membros para a ratificação e implementação da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção. Ratificada por 155 países, a Convenção estabelece quatro eixos principais de ação: prevenção, investigação, persecução penal e recuperação de ativos.

UNODC e PNUD no Combate à Corrupção

Como guardião da convenção, o UNODC mantém um programa global para auxiliar os Estados-Membros, especialmente os países em desenvolvimento, a aplicar as disposições previstas na convenção. Para isso, promove assistência técnica direcionada tanto ao setor público quanto ao setor privado. O UNODC tem como objetivo auxiliar os países signatários da convenção a desenvolver a capacidade técnica necessária para aplicá-la de forma efetiva.
O PNUD combate a corrupção por meio de seus esforços para reduzir a pobreza, alcançar o desenvolvimento sustentável e ajudar os países a alcançar os ODM. Atingir os oito objetivos e garantir um futuro melhor para as pessoas mais vulneráveis do planeta depende, em grande parte, de como os países em desenvolvimento são governados e de quão eficientes e justos são em gerar, distribuir e administrar seus recursos.
Por isso, o PNUD ajuda a fortalecer a capacidade das instituições de governança para que estas sejam mais eficazes. Ao trabalhar próximo de seus parceiros, o PNUD presta assistência e assessoria a países em desenvolvimento sobre como enfrentar a corrupção. O PNUD busca fortalecer a mídia e a sociedade civil para mobilizar cidadãos a participarem de assuntos públicos.
Informações
Andrea Catta Preta/UNODC
andrea.cattapreta@unodc.org
@unodcprt
Tel: (+55 61) 3204 7206
Cel.: (+55 61) 8118 0910
Daniel de Castro/PNUD
Tel: (+55 61) 3038 9117
daniel.decastro@undp.org
Jacob Said/PNUD
Tel: (+55 61) 3038 9118
jacob.said@undp.org
@PNUD

J. R. Guzzo: Magistrados que aparecem demais na imprensa — e pelos piores motivos

22/12/2011
às 15:00 \ Política & Cia


É com satisfação que reproduzo este artigo de J.R. Guzzo sobre nosso pobre Judiciário, publicado na edição de VEJA que está nas bancas.
Antes que o acusem de preconceito contra a classe, esclareço que Guzzo – diretor de Redação da revista por 16 anos e hoje no comando do grupo Exame, da Editora Abril – é filho de um juiz de Direito que, diferentemente dos que critica abaixo, honrou a toga.
O título original é o que segue, em negrito.
. . . . . . . . . . . . . . . . . .
Aparecendo demais
J. R. Guzzo
J. R. Guzzo
É pouco provável que exista no mundo algum outro país em que juízes, desembargadores, ministros de tribunais superiores e integrantes do  Poder Judiciário em geral apareçam tanto na imprensa como acontece hoje no Brasil.
Bom sinal com certeza não é, sobretudo quando se considera o tipo de noticiário em que costumam aparecer. Ora é porque estão em greve, ou ameaçando entrar em greve, por aumento de salário.
Ora é  porque estão processando o governo, em ações que serão julgadas por colegas nas instâncias acima deles, para receber equiparações, compensações e outros benefícios em dinheiro.
Vivem, através das suas associações de classe, publicando manifestos a favor de si próprios. Vão a resorts de luxo, com despesas pagas por gente de quem deveriam estar longe, e ficam revoltados quando a imprensa publica informações sobre isso. Com frequência inquietante, e pelo país inteiro, saem notícias sobre magistrados investigados ou processados por ofensas ao Código Penal.
Episódios de conduta incompatível com a função judicial tornam-se cada vez mais comuns.
Nepotismo, pagamentos ilegais, promiscuidade
Não causaram nenhuma estranheza, por exemplo, as informações, reforçadas por fotos, que a Folha de S.Paulo publicou há pouco sobre a  campanha feita pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ari Pargendler, em favor de sua cunhada Suzana Camargo, candidata a uma vaga na corte presidida por ele.
O mesmo aconteceu com a notícia, divulgada no começo de dezembro, revelando que dezessete desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo estão sendo investigados pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça sob a acusação de receber  pagamentos ilegais; há investigações, também, sobre magistrados paulistas suspeitos de ter patrimônio incompatível com a sua renda.
Brasília, então, é um capítulo à parte. Como descreveu recentemente uma reportagem de VEJA, juízes das mais altas instâncias do país vivem em estado de aberta promiscuidade com advogados dos grandes escritórios do Rio de Janeiro, de São Paulo e de lá mesmo, políticos envolvidos em processos de corrupção e grandes empresários enrolados com a Justiça — para não falar de réus com processos em andamento.
Cruzam-se em festas de aniversário, casamentos, feijoadas, torneios de golfe.
Em vez de esconderem, advogados exibem em público sua amizade com magistrados, deixando correr a impressão de que podem ganhar qualquer causa; seus honorários não sofrem nada com isso.
calmon-peluso1
Eliana Calmon e Cezar Peluso: cada um escolhe suas batalhas
Todo esse caldo vem sendo consideravelmente engrossado, de uns tempos para cá, pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça e atual titular da Corregedoria Nacional de Justiça.
Essa ministra tem um problema sério: acredita que deve cumprir, realmente, suas obrigações de corregedora, segundo determina a lei. Solicita investigações. Ouve denúncias. Tenta apurar delitos, violações éticas e outras malfeitorias  atribuídas a autoridades judiciárias.
É apenas o seu dever — mas por fazer o que manda a lei a ministra Eliana está com índices de popularidade  próximos a zero entre os seus colegas.
Ministra que fala o que pensa
Em nada a ajudam, é claro, sua inclinação a falar exatamente o que pensa e sua pouca paciência para adoçar o que fala. Recentemente, por exemplo, disse que o Judiciário sofre de “gravíssimos problemas” causados pela “infiltração de bandidos escondidos atrás da toga”, referindo-se ao fato notório de que a todo momento, e em todo o Brasil, vêm a público denúncias de corrupção entre juízes, desembargadores ou ministros dos tribunais superiores.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, declarou-se “indignado” — não com os bandidos, mas com Eliana. Disse que suas palavras eram uma “ameaça à democracia”, e assegurou que em quarenta anos de carreira nunca tinha visto “coisa tão grave”.
juiza-patricia-acioli-
Juíza Patricia Acioli: suas escolhas lhe custaram a vida - sem apoio do STf nem antes nem depois da morte (Frederico Rozario/Agência O Globo)
Solidariedade à categoria vem antes dos deveres de juiz
O ministro poderia ter dito que em seus quarenta anos de carreira a situação do Judiciário brasileiro nunca foi tão calamitosa como hoje — e que, no caso, o que realmente ameaça a democracia é a impunidade para juízes criminosos.
Mas é claro que não disse. Como acontece com tantos  outros magistrados hoje em dia, ele acredita que seus deveres de solidariedade com a categoria vêm antes de seus deveres como juiz. É uma pena que esse apoio não se estenda aos milhares de juízes honestos que existem no Brasil — e que podem perder a vida por causa de sua integridade,  como ocorreu com a juíza fluminense Patricia Acioli, assassinada com 21 tiros em agosto último por aplicar a lei contra o crime organizado.
Nenhum ministro do STF se deu ao incômodo de comparecer ao seu enterro.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Comparativo entre a remuneração de um professor e um deputado

É vergonhoso ver como pessoas que realmente trabalham, ganham menos que aquelas que sequer estudaram para isso. É uma afronta a pessoas inteligentes esse tipo de coisa. O que move essas pessoas ( a não ser o salário, é claro ), a se lançar na carreira política sem saber ao menos assinar seu próprio nome? Os assalariados, como o  substantivo já diz, estuda e trabalha muito. Aos professores que serviram de parâmetro no quadro acima, vale a pena dizer que, mesmo ganhando pouco, todos devem ter o propósito dentro de sala de aula, formar jovens que venham a ter consciência política, para que no futuro não se repita esse absurdo e abuso para com o povo brasileiro, que paga seus impostos ( muito alto por sinal ) e é afrontado dessa maneira abjeta.

Estaremos mais próximos da inteligência artificial em 2012, diz pesquisadora


Atualizado em  2 de janeiro, 2012 - 09:40 (Brasília) 11:40 GMT

Imagem de câmera digital. Thinkstock
Filme de 1984 previa sistema que tentaria destruir humanidade; realidade é menos dramática
Em 1984, o cineasta James Cameron imaginou um mundo no qual computadores adquiriam inteligência artifical, passando a destruir sistematicamente a humanidade.
O sistema Skynet, de O Exterminador do Futuro, iria destruir o mundo em 2011.
Sobrevivemos sem nenhum cataclisma em 2011 e o mais próximo que chegamos dos computadores com inteligência artificial foi com o Siri, da Apple.
O Siri não se promove como sendo inteligente, embora prometa ouvir e aprender e, tomara, resolva não nos destruir.
Parece que em 2012 um computador irá passar pelo Teste de Turing, o exame que detecta sistemas inteligentes, deixando-nos mais próximos da inteligência artificial plena.
Ironicamente, a maioria das pessoas não irá se importar com isso.

Cuidado

Impressiona a forma como o debate em torno dos objetivos do 'computador-humano' se descolou do Teste de Turing e da noção de que uma máquina pareça humana ao estimular o pensamento e a interpretação.
Por ora, queremos mais. Queremos máquinas que cuidem das pessoas e não apenas que pensem como nós. Máquinas que cuidem de nossos interesses.
Há sinais de que tais máquinas já estão no horizonte, o que é bom.
Os equipamentos digitais que nos rodeiam ainda são muito inseguros e requerem garantias constantes.
Os atuais sistemas ainda dependem de muita coisa: energia, conectividade, senhas, conteúdos, etc.
Às vezes penso que se nossos equipamentos fossem pessoas, seriam de difícil manutenção. Nos perguntaríamos se não valeria a pena romper com eles.
O problema se torna mais agudo se continuarmos a adquirir mais aparelhos no ritmo atual – e nós continuaremos. Se há um limite para quantos dispositivos e serviços queremos em nossas vidas, não parece que já o descobrimos.
Acho, no entanto, que em 2012 começaremos a ver sinais de mudança em nossa relação com esses equipamentos.
Não falo apenas de novas formas de interface e interação. Há menos sobre reconhecimento de voz e gesto e mais sobre máquinas que são contextualmente conscientes.
E há muita tecnologia séria no trabalho para fazer com que isso aconteça – câmeras que sabem como fazer você aparecer no seu melhor estado, serviços inteligentes que sabem suas preferências e fazem as melhores escolhas para lhe agradar e surpreender.

Criatividade

Teclado virtual. Thinkstock
A relação com os computadores será mais madura e menos complicada, prevê estudiosa
Creio que estamos vendo nossa interação com os serviços digitais amadurecendo para algo mais próximo a uma relação e menos a algo de trabalho árduo.
Claro, muito disso ainda está um pouco distante. Enquanto não chega, podemos nos concentrar em outras coisas.
Nos últimos anos, vimos surgir equipamentos que nos ajudam a fazer download e consumir conteúdo. Eles são ótimos e já acharam seu espaço em nossas casas e mochilas.
E há mais por vir, já que todos gostamos de uma boa história. Mas acho que 2012 será um ano no qual nosso desejo para fazer coisas, e não apenas consumir, realmente florescerá.
Seja por meio da cultura dominante do faça você mesmo, com eventos do tipo Make Faire nos Estados Unidos (festival de projetos científicos) ou o aparecimento do “steampunk”, gênero de ficção científica que reimagina a era vitoriana. Seja pela crescente comunidade do Estsy.com ou a criação de conteúdo gerado pelos usuários, creio que a possibilidade de se expressar nunca foi tão relevante.
Queremos criadores, não consumidores.
O número crescente de laptops, que são mais leves e funcionais, oferecendo a oportunidade para novas experiências e significados, ou o aparecimento de câmeras digitais menores e mais ágeis com recursos que nos ajudam a tirar a foto que realmente queremos mostram que as tecnologias para criar, compartilhar e aprimorar parecem promissoras em 2012.
*Genevieve Bell é antropóloga e diretora do centro de pesquisa e interação do Intel Labs.

Postagens populares